O turismo é o laboratório prático de que a função das entidades públicas é ser apenas o facilitador dos empreendimentos privados. Essa sutil equação é demonstrada pelos primeiros resultados positivos econômicos do país. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apresentou agora, no último dia 27 de setembro, Dia Mundial do Turismo, pesquisa sobre o segmento, que demonstra recuperação do setor no Brasil. Juntos, para os sete primeiros meses de 2019, o faturamento total foi de R$ 136,731 bilhões. É o maior resultado dos últimos quatro anos.

Nossa cidade, Brasília Monumental, porta de entrada para conhecer o Brasil, está à frente dessa maré de crescimento. O aumento de escolhas por Brasília pode ser constatado no movimento do turismo doméstico. Houve um aumento de 155% na procura pela cidade por turistas brasileiros. O Distrito Federal também vai procurar a captação de eventos internacionais. Para potencializar, a cidade foi escolhida como capital ibero-americana da Cultura em 2022, uma ação que trará vários eventos. A história é feita de ironias. O turismo cresce no Brasil e gera empregos em Brasília, mas a primeira empresa do mundo, Thomas Cook, que inventou o turismo como negócio, está pedindo falência. Conta-se que na Grécia Antiga, as pessoas se organizavam para ir a Atenas ver os Jogos Olímpicos.

Mas foi em 1841 que o inglês Thomas Cook organizou a primeira excursão, que durou um dia, partindo de Lancaster e indo até Loughborub com 570 pessoas e obtendo lucros. Houve então o primeiro profissional do turismo e, assim, a primeira agência de viagens. A família começou a trabalhar com Cook na empresa, onde organizaram roteiros, viagens e guias de férias. Thomas Cook, deve ser considerado o pai do “Turismo Organizado”. Infelizmente se desorganizou, mas aqui está dando certo, muito certo.

FRANCISCO MAIA, presidente do Sistema Fecomércio-DF