Francisco Maia

Presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio)

Novos governos estão sempre em busca de novos slogans. Hoje, a mensagem repetida na mídia por muitas autoridades federais recém-empossadas é “mais Brasil e menos Brasília”, em referência, acredito, às dificuldades de termos um Estado inchado, com desperdício de dinheiro público, muitos cargos comissionados, péssimos exemplos políticos e uma burocracia tão grande capaz de travar a máquina pública e impedir o nosso desenvolvimento. Mas como brasiliense de coração, dói ouvir a frase “mais Brasil e menos Brasília”. Esse é um slogan injusto, distorcido e até cruel com a cidade.

Mais uma vez, associam à imagem da capital federal os estereótipos ruins da nossa política. O conceito induz o cidadão brasileiro a pensar que a culpa é de Brasília e não dos gestores ou políticos que levaram o País a essa situação. Ainda fazem uma generalização como se a cidade representasse tudo de ruim do Brasil. Obviamente, um equívoco. E como empresário dos setores de comércio, serviços e turismo, me sinto na obrigação de defender uma terra tão bonita e receptiva. Brasília vai muito além da Praça dos Três Poderes. É a casa da esperança, da cultura, das diferentes manifestações de fé, da modernidade, do cerrado e dos parques e, sobretudo, de um povo sério e trabalhador.

Por isso, convido os brasilienses, de nascimento ou adoção, a se engajarem, sim, na defesa do enxugamento da máquina pública, mas da forma correta. Penso em começarmos pedindo “mais Brasília e menos Estado”, no sentido de mais turismo, mais eventos, mais geração de emprego e renda. “Mais Brasília” também pode significar mais trabalho, união e empreendedorismo, seguindo o exemplo de uma cidade construída em tempo recorde por bravos trabalhadores vindos de todo os cantos do País, firmes no propósito de desenvolver e interligar a nação. Vamos lutar por menos indicações políticas e menos impostos. Vamos lutar para arrumar o Brasil, mas nunca para diminuir Brasília.

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