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CNC projeta alta de 2,1% para o setor de serviços em 2020

Após quatro anos, o setor de serviços voltou a crescer, em 2019. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (13/02) pelo IBGE, em 2019 houve alta de 1,0% no volume de receitas. O último avanço ocorrido anteriormente foi em 2014 (+2,5%). Entre 2015 e 2017, as atividades pesquisadas acumularam perda de 11,8%, com estabilidade em 2018.

Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor registrará crescimento de 2,1% em 2020. “A expectativa é que a fraca base comparativa dos últimos anos, associada à expectativa corrente de maior crescimento econômico em 2020, crie condições para a queda dos juros na ponta e a reação do emprego. O processo de retomada dos investimentos será fundamental para que as atividades envolvidas na PMS apresentem avanço pelo segundo ano seguido”, observa o economista da CNC, Fabio Bentes.

Em 2019, apesar de fechar o ano “no azul”, a receita mensal do setor ainda ficou 10,3% abaixo do período pré-recessão. Nos anos que não houve crescimento real de receitas, o setor perdeu o equivalente R$ 7,95 bilhões de receita real a preços de 2020, tendo, com o crescimento de 2019, recuperado apenas R$ 525 milhões.

O destaque positivo de 2019 ficou por conta dos segmentos relacionados a serviços de informação e comunicação (+3,2%). “A crescente demanda por esse tipo de serviço tem conferido um avanço autônomo na geração de receitas, nos últimos anos. Desde o início da pesquisa, esses serviços foram, de longe, os que mais cresceram na PMS, com 13,8% de alta no acumulado desde 2012”, explica Bentes.

Destacaram-se ainda os serviços prestados às famílias, cujo desempenho anual (+2,6%) se revelou o maior da série histórica, sendo que medidas de estímulo ao consumo adotadas ao longo de 2019, de alguma forma, contribuíram para o desempenho acima da média da prestação de serviços às famílias. Por outro lado, os serviços relacionados aos transportes voltaram a cair (-2,5%) após avanços em 2017 (2,3%) e 2018 (1,2%).

“Pela primeira vez desde 2003/2004, a inflação dos serviços fechou o ano abaixo do IPCA por dois anos consecutivos. Nesse sentido, a desaceleração dos preços dos intangíveis foi um fator relevante para a retomada do avanço do nível de atividade”, acrescenta Bentes.

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