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Carnaval: turismo e economia

por acm

Passados mais de 51 anos, ainda hoje, grande parte da população de Brasília aproveita o período de carnaval para viajar. Assim como a maioria dos turistas brasileiros, o brasiliense procura os carnavais do Sudeste e Nordeste do País. Ou então, busca as cidades vizinhas do interior de Goiás.Para o empresariado local, é tempo de evitar prejuízos com a ausência de clientela. Muitos, inclusive, chegam a fechar os seus estabelecimentos. Com a cidade vazia, os hotéis também acabam ficando sem hóspedes. Diante de todo esse cenário, fica a pergunta: a nossa folia precisa realmente ser assim? Eu acho que não.

Obviamente, sempre será difícil para Brasília competir com cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Essas capitais são famosas por terem os melhores carnavais do mundo e estão há muito mais tempo nesse ramo. Além disso, o carnaval é uma coisa divertida, mas ao mesmo tempo, séria nessas localidades. É uma manifestação popular que faz parte da cultura de seus habitantes. De qualquer forma, o governo do Distrito Federal deveria se concentrar em promover uma festa que, pelo menos, estimulasse o brasiliense a permanecer na cidade ou servisse como opção para quem deseja fugir do roteiro tradicional.

Atrativos não faltam. Brasília já provou, por meio de alguns blocos, que é capaz de realizar um carnaval de rua alegre, democrático e, sobretudo, popular. Esses grupos precisam de mais incentivo, pois nascem naturalmente dentro das próprias regiões administrativas, por iniciativa de seus moradores. Nem sempre agradam a todos, mas são manifestações legítimas.

As escolas de samba também cumprem um papel importantíssimo, só que dependem de recursos maiores e que muitas vezes só se materializam na véspera da festa, o que prejudica o nosso carnaval. Brasília precisa, também, fazer a sua propaganda. Mostrar para o restante do Brasil que tem um carnaval de dimensões pequenas, porém divertido e com baixos índices de violência. E para quem não gosta de folia, sobram roteiros naturais e cívicos a serem explorados no Distrito Federal, com um preço bastante atrativo em comparação ao restante do País.

Essa nova imagem também precisa ser construída por nós, habitantes da capital da República. Devemos enxergar a festa como uma oportunidade de geração de negócios, empregos e renda. Para se ter uma ideia, este ano, o carnaval vai levar 850 mil turistas para o estado fluminense e movimentar em torno de 628 milhões de dólares no Rio de Janeiro. Se Brasília tivesse somente 10% dessa fatia, já significaria uma revolução na economia do Distrito Federal. Ainda é um sonho distante. Mas se a gente pretende fortalecer o turismo no DF, precisamos colocar o bloco na rua. Chega de dizer que aqui não tem Carnaval. Tem, sim senhor.

*Publicado originalmente no Jornal de Brasília – 20/2/2012

Brasília, 20 de Fevereiro de 2012

Adelmir Santana Presidente do Sistema Fecomercio-DF

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