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Viagens de negócios

por acm

As atividades relacionadas ao turismo no DF contribuem com 2,5% do PIB, sendo o turismo corporativo o principal segmento

Por Sílvia Melo

Missões empresariais, visitas técnicas, viagens corporativas, reuniões e rodadas de negócios, feiras, convenções, congressos, seminários, workshops, conferências e cursos são algumas das atividades que atraem turistas e têm movimentado a economia do Distrito Federal nos últimos anos. Considerado um dos segmentos que mais trazem visitantes a Brasília, o turismo de negócios e eventos representa hoje cerca de 30% dos turistas que visitam Brasília e corresponde, nos hotéis, a uma taxa de ocupação de quase 70%. Com mais de 29 mil leitos em meios de hospedagem e um aeroporto internacional próximo ao centro da cidade, a localização e estrutura da capital do País também favorecem o visitante.

A maioria dos hotéis está localizada no centro da cidade, facilitando o acesso a pontos como a Esplanada dos Ministérios, embaixadas e órgãos oficiais do governo federal e local. Além disso, o Setor Hoteleiro está próximo aos espaços onde se realizam grande parte dos eventos na cidade, como os centros de convenções Ulysses Guimarães e o Brasil 21, o Estádio Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson e o pavilhão de feiras do Parque da Cidade. No total, de acordo com pesquisa do Observatório do Turismo do Distrito Federal (OTDF), a cidade conta com 75 espaços para eventos, incluindo os auditórios e salas de hotéis, universidades, faculdades, hotéis fazendas, centros de convenções, restaurantes, entre outros.

Conhecida por manter a taxa de ocupação dos hotéis mais elevada durante a semana, quando acontece a maioria dos eventos e reuniões de negócios, Brasília aos poucos está mudando essa particularidade. “Pelas características de Brasília, a hospedagem durante o meio da semana é muito maior. Porém, há turistas de eventos também que se hospedam aos fins de semana. Tem aumentado, inclusive, a quantidade de eventos corporativos aos finais de semana. Isso é um trabalho que o próprio trade, nós aqui da Secretaria de Turismo, está realizando desde o início do ano para incentivar também uma maior ocupação nesse período. Esse ano, inclusive, já foram realizados alguns eventos corporativos que iniciaram na quinta ou na sexta e terminaram no domingo”, explica Jaime Recena, secretário-adjunto de Turismo da Secretaria de Estado de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo do Distrito Federal.

Sem ter ainda como mensurar o crescimento da área, a secretaria tem trabalhado para aprimorar os dados estatísticos do turismo no DF. “Há dois meses firmamos um acordo de cooperação, pela primeira vez, com a Associação dos Hotéis para que possamos receber de forma sistematizada as informações de ocupação na rede hoteleira, porque os dados que tínhamos antes eram produzidos pelo Ministério do Turismo de acordo com o desembarque, enfim, com as métricas que eles têm. E o setor sempre colocou que isso não condizia muito com a nossa realidade”, destacou Jaime Recena, lembrando que a pasta tem feito alguns acordos com entidades setoriais do turismo para ter dados mais precisos sobre o turismo em Brasília. “Ocupação em hotel, ocupação em restaurante, enfim, temos buscado com guias, agências de viagens, entender melhor quem é o turista que nos visita, de onde ele vem, quanto tempo ele fica, até mesmo para que possamos planejar nossas ações no futuro e sermos mais eficiente na utilização dos recursos”, afirma.

Eventos

O Brasil é o nono país que mais sedia eventos internacionais e a região Centro-Oeste é a quarta em captação de eventos segundo dados divulgados, este ano, pelo Ministério do Turismo. Em relação aos gastos, somente com passagens aéreas, diárias de hotel, locação de veículos, meios de pagamentos e serviços, foram movimentados R$ 6,95 bilhões em todo o Brasil. Há previsão de crescimento, entre 2015 e 2016, em torno de 4% a 5% em relação aos gastos efetuados por turistas estrangeiros de negócios e eventos no País. Em Brasília, cada turista desse segmento tem um gasto médio de R$ 700 na cidade, considerando a hospedagem, o deslocamento com táxi e a alimentação.

Por ter uma localização estratégica, a capital da República tem grande potencial para sediar todos os tipos de eventos, gerando mais empregos e arrecadando tributos. “Brasília tem uma característica importante: é o centro do poder político. A cidade é muito mais bem preparada para esse tipo de turismo do que qualquer outra cidade do País porque as coisas acontecem aqui, no centro do poder político. O que falta para ficar ainda melhor é ter capacidade de captar mais eventos. É preciso ter mais movimento, gerar mais recursos, gerar emprego e organizar as entidades responsáveis por esse setor”, afirma Francisco Maia, presidente do Sindicato das Empresas de Promoção, Organização, Produção e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do Distrito Federal (Sindeventos-DF).

Para fortalecer o turismo de negócios no DF, o sindicato acredita que é necessário melhorar a infraestrutura, pois a cidade deixa de fazer grandes eventos por não possuir um espaço capaz de reunir oito mil pessoas, como acontece em eventos da área de saúde. “Algumas categorias profissionais, devido ao universo que abrangem, não realizam eventos em Brasília, como os congressos dos Conselhos de Enfermagem – Cofen, por exemplo, que reuniu esse ano oito mil pessoas. Dermatologia, pediatria, cardiologia e ginecologia, também são congressos que não ocorrem em Brasília devido ao volume de pessoas que reúnem”, explica Reginaldo Rispoli, consultor do Sindeventos-DF.

Em agosto, o sindicato entregou ao governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, uma carta com as prioridades defendidas pelo segmento, intitulada “Brasília Cidade dos Eventos”. Com o objetivo de transformar o DF em referência nacional e Brasília a cidade dos eventos no Brasil, foram apresentadas na carta as principais prioridades para melhoria do setor, como a revisão da cessão gratuita de espaços públicos (isenção de taxas quando da utilização de espaços públicos pelo Governo Federal); priorizar estudos para viabilizar a redução da carga tributária relativa ao Imposto Sobre Serviços (ISS); ter apoio político na Câmara, com criação de leis que contribuam para a captação de grandes eventos, entre outros. “Apesar de ser um potencial, o turismo de negócios e eventos precisa ser melhorado. As entidades precisam se organizar mais, o governo precisa incentivar mais. É preciso captar eventos, fazer pesquisas de motivação e satisfação, preparar a infraestrutura da cidade, capacitar profissionais, entre outras estratégias”, explica Francisco Maia.

Meios de hospedagem

De acordo com o Ministério do Turismo, a permanência média do turista de negócios no local do evento é de quatro (doméstico) e oito (internacional) dias. Com escolaridade superior e poder aquisitivo elevado, o visitante busca nas cidades que se hospeda praticidade e comodidade. O turista que visita o DF tem à sua disposição 402 empresas, organizações e/ou espaços próprios para hospedagem, entre eles hotéis, motéis, pousadas, flats, apart hotéis, cama e café, pousadas rurais, albergues e pensões. Desse total, 232 são classificados como hospedagens tradicionais (hotéis, motéis, pousadas, flats e apart hotéis) e 164 são consideradas hospedagens alternativas (cama e café, pensão, albergues e pousadas rurais). Os 402 empreendimentos de meios de hospedagem dispõe de 16.347 Unidades Habitacionais (UHs) – quartos, apartamentos, flats, chalés, bangalôs ou suítes, onde são encontrados 29.777 leitos (quantidade de camas de uma Unidade Habitacional). A maioria das UHs (15.421) e leitos (27.098) estão nos meios de hospedagem tradicionais.

Em relação à localização, do total de 402 empreendimentos de meios de hospedagem, 147 correspondem aos hotéis, onde a maioria (66 hotéis) se concentra na Região Administrativa de Brasília (RA I). Apostando em empreendimentos localizados em regiões administrativas mais distantes do centro do poder, a rede Imperial Plaza Hotel e Brisa Tower Hotel decidiu investir em Samambaia e Ceilândia. A localização estratégica dos dois hotéis atende à demanda de empresários que precisam ir a essas Regiões Administrativas para tratar de negócios e participar de reuniões e eventos corporativos. Ao contrário da maioria dos hotéis que estão no centro de Brasília, onde a ocupação predominante ocorre de segunda a quinta-feira, a ocupação dos leitos da rede permanece aos fins de semana. “Hospedamos muitas bandas e artistas que fazem shows nos fins de semana em espaços próximos, como nos teatros do Sesc e Senai, por exemplo. Como os eventos culturais acontecem mais aos fins de semana, nossos hotéis recebem hóspedes de segunda a segunda”, afirma Rogério Luiz Porfírio, gerente comercial do Imperial Plaza Hotel. “Não temos crise, pois acreditamos que o atendimento dedicado ao cliente faz a diferença”, completa ele.

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