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Sindipel-DF aponta que 25% das papelarias fecharam as portas em 2015

A atual conjuntura econômica do País aliada ao baixo índice de intenção de consumo e ao alto nível de endividamento da população desanima até o empresário mais otimista. No ramo das papelarias não é diferente: nem mesmo o início do ano letivo nas escolas do DF animam os lojistas. Em 2015, o setor sofreu queda de 20% nas vendas, quando comparado com 2014. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do Distrito Federal (Sindipel-DF), cerca de 25% das papelarias fecharam as portas no ano passado e cerca de 50% estão em processo de falência.

AparecidoNa opinião do presidente do Sindipel-DF, José Aparecido da Costa Freire, a crise econômica que assola o Brasil foi a principal causa para a queda brusca nas vendas no ano passado. Segundo ele, 2016 também não será um ano bom para os empresários do setor.  “Em 28 anos de atuação no ramo de papelarias nunca passei por uma crise dessas, o que culminou em fechamento de vários estabelecimentos. Agora, para esse ano, infelizmente, a expectativa de vendas é de que, pelo menos, seja o mesmo faturamento do ano passado”, diz José Aparecido.

Apesar da baixa expectativa de vendas José Aparecido acredita que o início do ano letivo será uma sobrevida para os empresários. Ele salienta ainda que é necessário maior atenção na hora das vendas e compromisso com o seu empreendimento. “O empresário precisa ser mais consciente e aprender a ter visão. Atualmente, muitos lojistas acreditam que apenas o volume de vendas é suficiente para manter o negócio de pé, mas, é necessário obter lucro”, explica José Aparecido.

“Com a crise e a queda nas vendas, já conseguimos notar que o empresário está mais presente em seu empreendimento. Em anos anteriores, nesta época do ano, a maioria estava de férias com a família. Agora, eles estão trabalhando até depois do expediente para tentar fazer o caixa girar. Estão todos sabendo da dificuldade do momento e por isso todo mundo está trabalhando para tentar conseguir, pelo menos, o mesmo faturamento do ano passado”, acrescenta o presidente do Sindipel-DF, José Aparecido.

A Papelaria e Livraria Prátika, loja especializada em venda de material escolar, localizada na Samambaia Sul, já está sentindo a queda nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado e confirma as expectativas do Sindipel. De acordo com a gerente, Elaine Almeida, a crise econômica afetou a procura na loja. “Neste ano, as vendas continuam no mesmo patamar do ano passado, ou seja, bem abaixo da expectativa. Acredito que o consumidor ainda esteja tímido e que após o carnaval as vendas aqueçam, pelo menos um pouco”, revela Elaine.”Apesar da baixa procura os livros didáticos estão com um volume de venda muito bom”, conclui.

Entre as más notícias, mais uma: com perdas na arrecadação, o governo federal e a maior parte dos estados e capitais elevaram seus principais tributos, entre eles o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação (ICMS). “A alíquota do imposto passa de 17% para 18%. O empresário não tem mais como absorver esses aumentos de tributos. Os empresários já estão trabalhando com a margem mínima de lucro. Com isso, os preços dos produtos em papelarias irão subir”, lamenta Aparecido.

De acordo com informações do Sindipel, o material completo para alunos que cursam do primeiro ao quarto ano deve custar em torno de R$ 1 mil. Já para os estudantes do quinto ao nono ano o preço sobe para R$ 1,3 mil. No ensino médio o preço chega a ser de R$ 1,6 mil. “O preço varia muito, depende do tipo da mochila ou do caderno que será escolhido”, afirma José Aparecido.

 //Cartão de material Escolar 

O cartão escolar era disponibilizado desde 2013 para os alunos da rede pública de ensino cadastrados no Programa Bolsa Família com um crédito de R$ 226, para ser gasto com material escolar nas lojas à escolha do cidadão, com o custeio do GDF. O programa ajudou muito nas vendas no período. Porém, em 2015 o benefício foi cancelado pelo o executivo local, alegando falta de verba. Agora, em 2016 o projeto volta a funcionar, mas sem data certa para o carregamento dos cartões, segundo informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

O presidente do Sindipel, José Aparecido, afirma que quando foi lançado o cartão material, ele foi taxado até de salvação das papelarias. “Com a volta do projeto cria-se um fôlego a mais nas vendas, criando uma extensão no período de procura pelos materiais escolares”, diz.

 //Sobre o Sindipel

O Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria (Sindipel) auxilia a categoria desde 2001, participando das convenções coletivas (acordos fechados entre os sindicatos de trabalhadores e dos empresários). A entidade também realiza acordos em relação a direitos, garantias e outras regras das relações entre funcionário e empregador.

De acordo com o presidente do sindicato, são mais de 13 anos negociando melhorias para o setor. O Sindipel também esteve presente na luta para a conquista do cartão material escolar e do veto do projeto de lei que sugeria que os professores poderiam comprar livros nas papelarias de Brasília com desconto de 50%. Mais um triunfo contabilizado para o sindicato foi a aquisição de uma sede, localizada na Asa Norte, no Edifício Brasília Rádio Center.

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