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Setor produtivo se reúne na Fecomércio e avalia situação da economia local como preocupante

_RAP8983O setor produtivo brasiliense não acredita em uma rápida recuperação da economia local para os próximos meses. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (11), na sede da Fecomércio, durante o painel a “Economia do Distrito Federal – Realidades e Perspectivas”. A reunião contou com a participação do presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana; do presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar; do presidente da Fape, Renato Simplício Lopes; e do conselheiro do Corecon, o economista Roberto Piscitelli. O assessor econômico da Fecomércio, José Eustáquio Moreira de Carvalho, foi o mediador do painel.

A palestra fez parte da programação da Semana do Economista 2016, promovida pelo Conselho Regional de Economia da 11ª Região (Corecon-DF), em celebração ao Dia do Economista, comemorado anualmente em 13 de agosto. A presidente do Corecon-DF, Maria Cristina de Araújo, abriu o evento e ressaltou a importância dessa parceria. “Precisamos aprofundar e repensar a atual conjuntura econômica local e a realidade de diversos setores que compõem a economia do DF”, disse.

O economista Roberto Piscitelli disse que o DF vive uma situação complicada economicamente, mas essa também é uma realidade nacional. “A gente tem uma situação crítica por causa da queda acentuada da arrecadação tributária, da redução significativa do PIB. A crise brasileira não é apenas conjuntural, é mais estrutural, por isso essa recessão prolongada. A perspectiva não é muito otimista, não parece que a recuperação esteja muito próxima”, ressaltou. Para ele, no Brasil existe uma crise política institucional entre os Poderes. Outro ponto citado pelo economista foi a situação entre governo e servidores que não se entendem sobre o reajuste salarial, o que acaba prejudicando tanto a sociedade quanto setores da economia brasiliense. “Existem greves que eu chamo de greves por calendário, todo ano a categoria faz greve”, disse Piscitelli.

Comércio

Segundo Adelmir Santana, a realidade dos segmentos de comércio e serviços atualmente é preocupante. “O comércio foi o último setor da economia que sentiu o impacto da crise. Depois de seis anos de crescimentos anuais de dois dígitos, foi em dezembro de 2014 que os indicadores começaram a cair”, apontou Adelmir.  Para ele, a redução de R$ 335 milhões na arrecadação do GDF, o desemprego, a alta da inflação, o baixo poder de compra do consumidor, o endividamento alto e o fechamento de lojas são fatores que atrapalham a recuperação do setor. “Só de junho de 2015 a junho deste ano, mais de 3.500 lojas fecharam no DF. E acredito que ainda terá estabelecimento fechando nos próximos meses, mas em ritmo menor”, ressaltou.

O presidente da Fecomércio disse que nos segmentos de comércio e serviços o segundo semestre sempre é melhor do que o primeiro, mas isso não garantirá grandes mudanças. “A taxa de inflação deste ano deve ser menor do que em 2015, mas mesmo assim será maior do que o teto. Talvez em 2017 a gente consiga atingir o teto de 5,14%. Mas a perspectiva não é animadora por conta destes índices”, concluiu Santana. Para ele, o sentimento de mudança não está só relacionado a crise econômica, mas a crise política também, pois elas estão interligadas.

Indústria

O presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, disse que os indicadores da indústria têm melhorado nos últimos dois meses. “Essas melhoras são significativas, pois para o movimento que tem hoje, qualquer melhora anima”, ressaltou o presidente. Mas ele aponta que os estoques estão baixos e a produção está diminuindo. “Estamos em um momento crítico, mas não é o pior, esse é o sentimento. Todo momento é avaliado com muita emoção”, ressaltou. Segundo Jamal, a construção civil serve como reflexo imediato do movimento de contenção ou aceleração da economia.

Jamal afirmou que o índice de confiança do empresário da indústria teve uma melhora significativa, porém continua na zona negativa. “Já afundou tanto, que a tendência é melhorar”, completou o presidente. Entretanto, ele acredita que só o otimismo por si só não define a retomada dos investimentos econômicos. Na construção civil, o investidor precisa se sentir seguro para poder investir e é necessário que o GDF crie políticas para que isso aconteça. “Espero que ocorra um milagre para ter um ciclo de crescimento”, disse Jamal.

Agricultura  

O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do DF, Renato Simplício, diz que o grande problema da agricultura brasiliense é a falta de segurança jurídica em relação a questão fundiária. Segundo ele, são 19.293 estabelecimento rurais, sendo áreas escrituradas, áreas da Terracap, áreas da União e áreas de posse. “Já tem dois anos que falo com o governo e até agora nada sobre o projeto de lei que trata da regularização pública fundiária”, apontou Simplício.

Segundo ele, a agricultura é responsável por um terço dos empregos no Brasil de forma direita e indireta. Mas a tendência é esse índice cair, por conta da modernidade nos equipamentos utilizados na zona rural, que substituem o trabalho braçal. Em relação as perspectivas do setor, a ideia é continuar produzindo para abastecimento local. “Também temos um sonho que pode se tornar realidade sobre transformar Brasília em Grande Centro do Agronegócio Brasileiro. Pois eu sempre digo, pensar pequeno e pensar grande dá o mesmo trabalho, então vamos pensar grande”, afirmou o presidente.

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