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Projeto promete transformar o Aeroporto de Brasília na primeira cidade aeroportuária da América Latina

A Inframerica, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Brasília tem em mãos um plano audacioso de transformar o terminal em uma verdadeira cidade em seis anos. Com um investimento de R$ 3,5 bilhões, o local contará com cinco hotéis, um novo terminal, prédios com escritórios, um edifício garagem, um storage, além de um complexo temático com um parque aquático, aquário, kid’s place, cinema, área verde, lago, outlet, arena multiuso, centro de convenções, hospital e até universidade. A previsão é que as obras comecem no segundo semestre deste ano e terminem em 2022.

01_Para o presidente da Inframerica, José Luiz Menghini, este novo projeto reforça a vocação de crescimento que Brasília possui. “Esta será a primeira cidade aeroportuária da América Latina, pois ainda não existe nenhuma com este conceito. Hoje recebemos em média um movimento diário de 54 mil passageiros e com a cidade o número irá oscilar entre 60 e 80 mil pessoas por dia. O aeroporto será mais do que um destino de passagem e se transformará em um destino durante os fins de semana, por exemplo. Com isso, naturalmente, teremos um crescimento econômico da cidade. Serão mais de 10 mil empregos diretos e 15 mil indiretos durante as obras e após a conclusão, a previsão é que sejam mais de 13 mil novos postos”, destacou.

O Aeroporto de Brasília já é o segundo maior em movimentação de passageiros do País. Com a cidade, o novo terminal passará a ter capacidade para receber até 1,5 milhão de passageiros internacionais por ano, número que representa 130% a mais do que é comportado hoje. “Será um grande desafio. Muitos empresários que atuam no aeroporto já entenderam a importância do desenvolvimento. A primeira etapa das obras será onde hoje está o estacionamento, logo em seguida será no eixo de entrada do aeroporto”, revelou Menghini.

É o terminal brasileiro com mais capacidade de pista. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) está treinando os militares da Torre de Controle para o aumento do tráfego. Com a nova operação serão 80 pousos e decolagens por hora. Na ponta do lápis, serão 20 a mais da capacidade atual, podendo atender um voo a cada 45 segundos.

Segundo o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, a construção da cidade reflete a importância de realizar parcerias privadas. “A Inframerica é uma demonstração clara de que o Estado deve conceder áreas como o aeroporto, permitindo que invista mais em saúde, educação e mobilidade, por exemplo. De toda forma, a Infraero detêm 49% da Sociedade de Propósito Específico (SPE) do local. Vejo a concessão como uma grande oportunidade de capital externo e ao mesmo tempo uma valorização da iniciativa privada. Não restam dúvidas de que o empreendimento será um sucesso com inúmeras possibilidades comerciais para os empresários”, ressaltou.

// A cidade

Todo o sítio aeroportuário terá mais de 1,3 milhão de metros quadrados de área construída, é como se fosse o tamanho de 10 estádios do Maracanã. O projeto será realizado por etapas, iniciado pela ampliação da sala de embarque internacional e o novo Terminal JK, ambos com início neste ano e término em 2018. O Terminal será um empreendimento comercial com um shopping que comportará 280 lojas, 30 opções de fast food e oito restaurantes. O local também abrigará um edifício garagem com quatro mil vagas de estacionamento, dois hotéis (Wyndham Grand Collection e Tryp by Wyndham), dois prédios escritórios e área de lazer.

Na etapa seguinte, prevista para começar em 2017, serão construídos mais três hotéis, um Ibis, Ibis Budget e o primeiro Hard Rock Hotel do Brasil. Serão 1,6 mil novos quartos e a expectativa é de que as obras terminem em 2018. Na sequência, o Sun Park City Center será um empreendimento inspirado no Downtown Disney e Puerto Venecia, na Espanha. O local será um grande parque temático.

O Office Park será constituído de escritórios com estacionamento privados e rotativos. O espaço terá capacidade de atender mais de 30 mil funcionários de empresas privados e do governo. A área seguirá o modelo Built to Suit (BST), com salas sob medida. Para completar o empreendimento, a cidade terá um Storage – espaço para armazenamento de mercadorias com 85 mil metros quadrados.

// Visão dos empresários

Com tantas mudanças estruturais no aeroporto, quem atua no comércio do local está otimista com o projeto. Os empresários da empresa de gelatos Lo Voglio, com três pontos de vendas no terminal, Niéliton Gomes e Maurício Mandala, adiantam que têm interesse em atuar na expansão. “Foi uma excelente ideia da Inframerica em realizar essa expansão, principalmente por atrelar o entretenimento de shopping comercial com o público dos hotéis. Vamos também começar a atender uma parcela significante de moradores próximos da região, como do Park Way, Lago Sul e Jardim Botânico. Será uma nova vertente comercial em Brasília. Nós, já estamos negociando com o aeroporto quais serão as nossas novas operações dentro do centro comercial”, contou Niéliton.

A aposta dos empresários da Lo Voglio é crescer com o aeroporto. “Demos início às atividades em novembro de 2015 e atualmente vendemos 800 gelatos por dia. A nossa expectativa é aumentar para 1,5 mil. O aeroporto oferece visibilidade aos empresários e foi por isso que escolhemos abrir unidades aqui. A maioria dos nossos clientes compram por impulso e com a cidade vamos atender pessoas que estarão a passeio. Será um novo público”, finalizou o empresário.

// Dentro do embarque

O empresário do AeroSpa, Pedro Ribeiro, espera caminhar junto com a expansão do aeroporto. “Já estamos atuando há sete anos na área de embarque e acredito que por conhecer o público que transita no local poderemos expandir muito mais dentro do negócio. É um aeroporto de grande movimento e o nosso serviço agrega opções de beleza e lazer para quem está com voo atrasado, precisando relaxar ou indo para uma reunião, por exemplo. Entretanto, com a cidade teremos que nos adaptar para atingir outro tipo de público que irá frequentar o terminal. Estou muito motivado, pois todo movimento representa um giro maior para a empresa”, confirmou.

Vinícius Santana, da Bonelle Engraxataria, acredita que será uma grande novidade para os empresários que atuam no local. “No primeiro momento eu levei um susto com o valor investido e fiquei com receio de aumentarem o aluguel, além de que com a cidade a concorrência irá aumentar. Os empresários vão ter que botar na balança. Porém, o fluxo do aeroporto é muito alto e acredito que como já estamos no local levamos uma grande vantagem. O desafio da minha empresa será apostar em diferenciais, oferecendo um serviço rápido e cada vez mais personalizado de limpeza de sapatos, botas de cano longo, tênis, camurças e cadarços”, apontou.

Sem medos de atuar em um novo cenário e atender a um público de trânsito, o restaurante Sushiloko abre a sua primeira unidade em um aeroporto neste mês de março. O diretor da empresa, Fábio Bindes, aposta em crescimento e está animado com a construção da cidade aeroportuária. “Estamos confiantes com a loja do Aeroporto de Brasília, pois é uma porta de entrada para dar mais visibilidade à marca nascida em Brasília, inclusive para viajantes internacionais. Será um espaço de 100 metros quadrados, com nova identidade visual e cardápio diferenciado para o público que está viajando”, adiantou.

“O restaurante será o único de comida japonesa do aeroporto. Acredito que a expansão do terminal aeroportuário foi uma grande ideia da Inframerica. Para os empresários é sinônimo de um futuro com faturamentos maiores. Hoje recebemos uma média de 200 clientes por dia em uma unidade e as vendas alcançam cerca de R$ 300 mil por mês. A cidade será um grande polo de lazer que atrairá saldos cada vez mais positivos. Pretendemos atuar dentro do shopping também, abrindo uma segunda operação”, concluiu.

// Obras de acesso

Com tantos serviços oferecidos na região do aeroporto, a tendência é que o fluxo de pessoas também aumente. A pergunta é: como será o acesso antes de chegar à cidade aeroportuária? Segundo o presidente da Inframerica, José Luiz Menghini, muitos projetos já estão adiantados, principalmente por se tratar de uma área que pertence à União que necessita de licenças. “Com muito apoio dos órgãos do governo federal, estamos organizando como será a chegada ao aeroporto. Já temos muitos projetos avançados, como os estudos ambientais, de infraestrutura, de energia elétrica, da coleta de lixo, água e de esgoto”, explicou.

De acordo com o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF), Henrique Luduvice, serão realizadas obras de melhorias de acesso para a região. “O DER está unindo esforços com a Caixa Econômica Federal com o objetivo de alcançar o orçamento de R$ 50 milhões para que as intervenções na Estrada Parque Aeroporto (EPAR – DF 047) sejam realizadas. Vamos utilizar o encaixe dessa rodovia com o do Eixo Rodoviário Sul (Eixão)”, assegurou.

 

Luduvice também explicou sobre outras obras que serão realizadas na área. A previsão é que comecem ainda neste primeiro semestre. “O projeto prevê o alargamento das vias, além da construção de um viaduto de acesso ao terminal do aeroporto. Já temos muitos entendimentos adiantados, e contamos com manifestações favoráveis da Caixa, do Ministério das Cidades e do Governo do Distrito Federal. O GDF está absolutamente comprometido com a liberação desses recursos e o início dessas obras está previsto para este primeiro semestre”, ressaltou.

 

Números da primeira cidade aeroportuária da América Latina
Investimento:
R$ 3,5 bilhões
Área: 1.323.808 milhões de metros quadrados (dez estádios Maracanã)
Empreendimentos: seis grandes (ampliação da sala de embarque, Terminal JK, Office Tower, Sun Park City Center, Rede Hoteleira e Storage)
Média de movimento: entre 60 e 80 mil pessoas por dia
Edifício garagem: 4 mil vagas
Hotéis: 1,6 mil quartos novos
Geração de empregos: 13 mil novos postos após a obra
Pousos e decolagens: 80 por hora
Conclusão da obra: 2022

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