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Presidente do Sindicombustíveis escreve artigo sobre indignação da sociedade brasileira

por acm

Em um artigo intitulado Indignação, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis), José Carlos Ulhôa, manifesta o descontentamento da nação brasileira com a atual situação do País. Segundo Ulhôa, a população não aguenta mais pagar impostos absurdos sem ter retornos básicos, como hospitais aparelhados, escolas modernas, profissionais valorizados e competentes, segurança confiável e atuante, e transporte digno.

Leia a íntegra do artigo:

Indignação

Jose Carlos Ulhôa Fonseca

A nação brasileira está atordoada, indignada, sentindo-se impotente no exercício de sua cidadania. Este é o sentimento da grande maioria de brasileiros nos últimos tempos.

Momento difícil e necessário para o exercício de uma manifestação legítima, tendo em vista os atuais acontecimentos que nos transtornam que nos revoltam.

Os noticiários nos massacram de forma impiedosa mostrando com todas as letras a sujeira que estava debaixo do tapete colocada por aqueles que, ao contrário, deveriam exercer seu papel de forma honesta, mas não o fizeram.

Impressiona o cinismo, os conchavos, os esquemas e estratégias mirabolantes para a concretização da corrupção. Uma verdadeira organização criminosa solapa nosso País. Tira dos brasileiros o básico: hospitais aparelhados, escolas modernas, ambos com profissionais valorizados e competentes, segurança confiável e atuante, transporte digno, enfim um Estado que respeita e devolve aos seus cidadãos os tributos que lhes são retidos impiedosamente e que, em nosso País, configuram-se, hoje, numa das maiores cargas tributárias do mundo.

Não há como tapar o sol com a peneira: a avalanche de tributos que nos achatam corroem nossa força produtiva. E se não fossem os desvios e a roubalheira, seria perfeitamente suficiente para transformar nosso País numa grande nação.

Chegamos ao fundo do poço, perguntariam alguns? Temos como consertar os estragos e em quanto tempo, indagariam outros? O que podemos fazer para mudar o panorama político e institucional por que passamos agora, questionaria a maioria?

Na verdade são perguntas do cotidiano que se fazem todos os brasileiros conscientes, lúcidos, independentes e honestos!

Seria uma reforma política imediata? Uma revisão em nosso Código Penal de forma a torná-lo célere, com punições adequadas para enfrentar a gravidade dos fatos que hoje grassam a margem da lei? Passaria também por uma reforma tributária e criação de instrumentos de gestão mais modernos e transparentes? Ou por uma reforma educacional compatível com os anseios de uma população que cada vez mais percebe que pode e deve exigir os seus direitos?

Dentre todas as necessidades urgentes, sabemos que a educação é o maior instrumento para o exercício pleno da democracia, capaz de incutir na sociedade, nos cidadãos, novos valores e mudar hábitos e costumes arraigados.

É evidente que devemos mudar a postura face aos desafios de fiscalizar e cobrar do Estado, dos governantes e representantes populares a lisura, ética e transparência de seus atos.

E estamos fartos de saber que povo educado é povo ordeiro e sabedor de seus direitos e deveres, conhecedor dos meandros do exercício da cidadania plena, mas queremos ver, ter a certeza do efetivo comprometimento governamental.

A Educação, portanto, precisa ser a grande prioridade nacional. Não obstante, isso deve ocorrer de maneira concomitante às novas políticas que o Brasil precisa, bem como a formação estratégica de uma poupança nacional, de investimentos em infraestrutura, entre outras.

E o setor patronal que contribui para o desenvolvimento, que gera empregos e renda não pode ficar passivo ao caos moral e institucional instalado no País.

Temos que dar um basta nisto e manifestar em todos os níveis, de forma ordeira e civilizada, nossa indignação, nosso descontentamento, pois se assim não agirmos o futuro estará profundamente comprometido e seremos julgados impiedosamente pelas gerações dos novos tempos.

É comum ouvirmos sobre o receio de muitos, do medo de retaliações que o empresário sofra ao estampar publicamente a sua indignação, como se tudo devesse continuar nas mãos dos aproveitadores de plantão, como se aqui fosse o quintal exclusivo de alguns privilegiados praticantes de maracutaias, hoje disseminadas em todos os quadrantes institucionais.

Até quando, ficaremos acomodados? Até quando o discurso, a indignação manifestada reiteradamente virará prática? As manifestações ocorridas no dia 15 de fevereiro nos levam a crer que algo está mudando.

Se não reagirmos será quando nos transformarem naquilo que condenamos nos exemplos de alguns países fronteiriços!

Chega! Vamos reagir, vamos dar um basta, vamos construir um novo amanhã com mais educação, saúde, segurança e justiça efetiva e rigorosa, seja com o governo que estiver no poder, não importa.

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