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Meio ambiente é tema de encontro na Fecomércio-DF

A Fecomércio-DF realizou nesta sexta-feira (13), na sede da entidade, o seminário Meio Ambiente – O que Fazemos e o que Mais Podemos Fazer. Empresários, presidentes de sindicatos e os diretores do Sesc, Senac e Instituto Fecomércio participaram do encontro. O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, realizou a abertura do seminário. “Meio Ambiente sempre foi objeto de preocupação e cuidados na maioria dos países do mundo desenvolvido e em desenvolvimento. No Brasil, não foi diferente. Discutimos e falamos muito sobre o assunto. Aliás, mais discutimos e falamos do que realmente fazemos. E o que é pior, nem do lixo sabemos cuidar bem”, apontou Adelmir.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), por exemplo, só foi aprovada no Congresso Nacional após 19 anos de discussões (Lei 12.305/10). “É uma lei que incorporou outras 140 propostas que tramitava no Congresso e foi exaustivamente discutida. O mérito maior é que ela mostrava a importância do meio ambiente e buscava soluções para o maior problema ambiental do país que é a questão dos resíduos sólidos”, explica Adelmir Santana. No âmbito local, Adelmir diz que ainda há muito o que se fazer, e que o Distrito Federal tem muita dificuldade para cumprir as metas da PNRS. “Brasília é uma cidade pródiga em títulos, condecorações e reconhecimentos nacionais e internacionais e agora, em julho, infelizmente recebeu a distinção de ‘a cidade que abriga o maior lixão a céu aberto da America Latina’, um título pelo qual ninguém se orgulha”, lamenta Santana.

O economista da Fecomércio-DF e organizador do encontro, José Eustáquio de Carvalho, falou sobre a necessidade de ampliar o número de instituições e pessoas envolvidas no assunto. “Nos últimos quatro anos a Confederação Nacional do Comércio está trabalhando forte na questão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos e não é só internamente, está representada em vários ministérios e organizações também mostrando preocupação fora do nosso ambiente. E um dos grandes objetivos, que tem sido atingido, é buscar o engajamento dos empresários, de organizações e pessoas nesse trabalho”, aponta o economista. Alguns pontos citados por ele de ações que precisam ser aprimoradas é em relação a logística reversa de: medicamentos pós-consumo ou vencidos; eletroeletrônicos e lâmpadas fluorescentes; uso de sacolas plásticas; integração federações/governo.

A coordenadora do grupo técnico de trabalho do Meio Ambiente da CNC, Cristiane de Souza Soares, também participou do seminário. Ela falou sobre “Ações e Acordos Nacionais da CNC”. Cristiane explicou que a Política Nacional de Resíduos Sólidos é um instrumento para a gestão dos resíduos sólidos que inclui a consolidação da responsabilidade compartilhada entre o poder público, o setor produtivo e a sociedade. Porém, ressaltou que a burocracia é um problema constante nas ações e que isso dificulta os resultados. “Alguns desafios que precisam ser vencidos tratam-se do protocolo simplificado para o licenciamento ambiental; a normatização do compartilhamento, no mesmo veículo, dos produtos distribuídos com os produtos pós-consumo; controle de importação para identificar as empresas que não ratificam o acordo setorial; o aprimoramento ao combate ao contrabando e descaminho; o problema fiscal por ocasião da retirada dos produtos pós-consumo, entre outras questões”, afirmou.

Do departamento de Sustentabilidade do Sesc, Mario Saladini explicou o Programa Ecos, que é realizado em todas as unidades do Serviço Social do Comércio no País. “A nossa missão é planejar, propor, executar e apoiar ações que induzam à prática intersetorial e colaborativa da sustentabilidade nas atividades desenvolvidas nos âmbitos da CNC e dos Departamentos Nacionais e Regionais do Sesc e do Senac, com os objetivos de conscientizar o público interno, mitigar os impactos socioambientais e otimizar o uso dos recursos das instituições”, disse Saladini.

Por último, a servidora do Senac Kelly Teixeira abordou o tema “Educação Ambiental” e mostrou o interesse contínuo das pessoas pelo curso oferecido no Senac, que existe desde 2011 e tem mais de seis mil matriculas por ano. “O Senac Editoras também tem uma ampla diversidade de publicações e são mais de 80 títulos voltados ao segmento de Meio Ambiente. Também temos uma revista Senac Ambiental, de  periodicidade semestral. A publicação apresenta ao leitor artigos ligados ao tema do meio ambiente, como educação ambiental, turismo, sustentabilidade, saúde, biodiversidade, cultura, formação profissional e qualidade de vida”, informou.

Essa foi a primeira ação realizada pelo Fecomércio-DF dentro do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, desenvolvido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), com a participação das entidades do Sistema (Sesc e Senac). O programa tem como objetivo tornar pública as ações em curso, as propostas de novos projetos e atividades existentes no Sistema, tanto em nível local quanto nacional.

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