Intenção de consumo das famílias brasilienses em julho é a menor da série histórica

A Intenção de Consumo das Famílias brasilienses (ICF) teve queda no mês de julho de 2020 e atingiu 65,1 pontos, contra 67,6 registrados em junho deste ano. Este foi o menor resultado apresentado pela pesquisa desde o início da série histórica, em janeiro de 2010. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 31,5 pontos na intenção de consumo. Em julho do ano passado, a pesquisa havia registrado 96,6 pontos – valores abaixo de 100 indicam um pessimismo por parte da população. Em âmbito nacional, o índice também chegou ao seu menor patamar: 66,1 pontos.

O presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, explica que o índice reflete a atual crise causada pela pandemia do novo coronavírus, não só na capital da República, mas em todo o País. “A pandemia causou incertezas econômicas, fechamento de várias empresas do comércio e demissões. Essa realidade deixa as famílias mais cautelosas com a sua renda, comprando apenas o essencial”, diz Maia. “Entretanto, apesar do cenário de incertezas, a expectativa é que nos próximos meses a intenção de consumo cresça, por conta da flexibilização da abertura do comércio. Além disso, o cliente está mais disposto a comprar pela internet”, conclui.

O estudo mostra que em relação ao emprego, 17,3% dos entrevistados estão mais seguros do que no mesmo período do ano passado; 33,8 % menos seguros; 36% igual ao ano passado; 8,8% estão desempregados e 4,1% não souberam opinar.

Em relação a atual situação do crédito, 35,5% das famílias disseram que o cenário é mais difícil do que o do ano passado para comprar a prazo. Quando perguntados sobre como está o consumo atualmente, 66,8% afirmam que estão comprando menos do que em 2019. Sobre o momento de aquisição de bens duráveis, as famílias da capital também se mostraram pessimistas: 72,6% indicaram ser um momento ruim para a compra de carros, imóveis, eletrodomésticos e etc.

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que o consumidor faz sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro.