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Graduação ou curso técnico: o que é melhor para sua carreira?

A escolha, segundo especialista em Recursos Humanos, deve ter base em alguns critérios, como tempo disponível, situação financeira e objetivos profissionais do estudante.
Não é segredo que a entrada no mercado de trabalho exige cada vez mais preparo dos profissionais. Em contrapartida, a realidade econômica dos últimos anos gerou o aumento das oportunidades em diversas áreas e níveis de qualificação, incluindo as técnicas.
A preocupação com um modelo de educação voltado para o mercado de trabalho participa fortemente da História do Brasil, desde meados do século 20. Na época, com o país em elevado processo de industrialização, o ensino técnico era amplamente promovido nas escolas públicas para suprir a alta demanda de profissionais.
Com o passar dos anos, surgiram postos de trabalho mais atraentes para graduados, o que elevou a procura por cursos de ensino superior e, por consequência, mais oferta nas instituições de ensino.
Segundo Orian Kubaski, gerente do Núcleo de Recursos Humanos do Senac no Rio Grande do Sul, até os anos 1990, o bacharelado era considerado uma “garantia de vida profissional bem sucedida” para a geração que ingressava no mercado profissional – o que, na prática, nem sempre se tornava realidade.
O especialista lembra que, com o crescimento econômico dos anos 2000, o mercado sentiu falta de mão de obra técnica e os cursos começaram a voltar. “Para mim, o Brasil nunca deveria ter se desviado da formação técnica. Felizmente, além dos técnicos, surgiram os cursos superiores de tecnologia, que também visam suprir a rápida formação profissional em várias áreas”, lembra.
Escolha objetiva
Como os bacharelados, os cursos superiores de tecnologia também são graduações, mas costumam ter duração menor (dois a três anos) e, por isso, exigem menos investimento financeiro.
Durante essas graduações, o estudante aprende matérias específicas e práticas, diretamente ligadas à profissão que irá exercer. Com isso, rapidamente, o aluno se capacita para ingressar no mercado de trabalho e também se torna apto a cursar uma extensão universitária ou pós-graduação, por exemplo.
Os cursos técnicos também oferecem a possibilidade de rápida capacitação para atender a demandas específicas do mercado. Mas, de acordo com Kubaski, são mais bem aproveitados quando voltados às profissões regulamentadas, como os técnicos em Enfermagem e Segurança do Trabalho, por exemplo.
“A formação humanista, que faz com que o bacharelado seja mais extenso, é importante. Porém, muitas vezes, o mercado busca apenas um profissional pronto para operar em uma determinada área, capacitado para uma função específica”, explica.
Portanto, para escolher entre um curso técnico ou uma graduação, é preciso considerar a disponibilidade de tempo e de recursos, além da necessidade de começar a trabalhar. Dessa forma, o aluno se capacita de acordo com seus anseios e possibilidades profissionais.

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