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Em busca de reconhecimento

por acm

Em crise nas vendas desde o início de 2015 o setor de feiras do Distrito Federal pede ajuda para o governo local em áreas prioritárias, principalmente em segurança e infraestrutura, com a intenção de sair do vermelho. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Feirantes do Distrito Federal (Sindifeira-DF), Francisco Valdenir, a entidade batalha para que haja aumento de policias nos empreendimentos e que o governo ajude em reformas para os lojistas atenderem aos clientes com mais qualidade. O sindicato que representa 30 mil feirantes, que estão espalhados em 86 feiras da cidade, pede ainda ao governo do DF o fim das feiras itinerantes, que acontecem com frequência no DF, atrapalhando o comércio já estabelecido.

Valdenir explica que há tempos os comerciantes reclamam dessas feiras itinerantes, por serem, segundo ele, uma concorrência desleal. Ele explica que as feiras acontecem em curto espaço de tempo na capital e o prejuízo é grande. Valdenir diz que não existe compromisso em relação à cidade por parte desses eventos, por não pagarem impostos para se estabelecer. “Eles vêm de fora, de outros estados, montam suas estruturas, não pagam impostos, tiram nossa clientela e vão embora. Também não se sabe a procedência das mercadorias comercializadas, que muitas vezes são piratas e de má qualidade”, diz. Ele reclama ainda que não há fiscalização para combater esse tipo de mercado em Brasília, o que acaba causando prejuízo ao comerciante local, calculado em torno de 25% nas vendas, quando as feiras se estabelecem em Brasília.

Outra reivindicação da entidade é a de que seja criada uma certificação para os empresários, com o objetivo de organizar o setor. A ideia é documentar todos os feirantes para se criar um levantamento de quantos boxes estão desocupados, se estão à venda, qual o motivo e qual a situação do empresário com as contas a pagar ao governo. Para assim, criar políticas de ocupação de boxes vazios, movimentando os espaços e gerando renda. “Essa é uma das bandeiras que estamos levantando há bastante tempo, porém não fomos ouvidos pelo governo passado, para dar prosseguimento. Hoje ninguém sabe ao certo quantos feirantes temos no DF. A intenção é criar uma espécie de identidade do lojista, com informação do box que ele ocupa, o que vende e se as obrigações estão em dia”, informa.

A respeito da pirataria nas feiras do DF, Valdenir explica que o sindicato tem trabalhado com os feirantes para coibir esse tipo de prática. “Fazemos reuniões nas feiras e explicamos que o sindicato é totalmente contra a prática de pirataria. Aquelas pessoas que mesmo assim vendem os produtos falsificados perderão a autorização do box; o feirante sabe disso. Recentemente, houve o fechamento de seis bancas na Feira dos Importados de Taguatinga, exatamente por conta da pirataria”, diz.

Valdenir explica ainda que para o comerciante se manter ativo no mercado é preciso se reinventar, além de atender às demandas dos clientes, que estão cada vez mais exigentes. “De um tempo para cá houve uma mudança muito grande do consumidor, que hoje é mais exigente. O cliente quer, cada vez mais, produtos bons, preço baixo e acima de tudo, atendimento de qualidade. Hoje, é importantíssimo o empreendedor ir atrás de uma qualificação para seu funcionário, senão acabará fechando as portas”, afirma.

Shopping Popular

O Shopping Popular foi inaugurado em 2008, ao lado da antiga Rodoferroviária,  com o objetivo de reunir os vendedores ambulantes que ficavam espalhados no centro do Plano Piloto. A iniciativa custou R$ 21,5 milhões aos cofres públicos e mesmo assim não deslanchou. Dos 1,5 mil boxes existentes hoje, 800 estão fechados por falta de procura do público. O Sindifeira diz que faltou planejamento do governo para aumentar o número de circulação pelo espaço.

Na opinião de Valdenir, teria que haver uma reformulação dentro do shopping, que passaria pelo próprio comerciante, com a inovação na escolha das mercadorias a serem vendidas, além de ações do governo.

Valdenir ressalta ainda que existem outros dois shoppings populares no DF, um em Ceilândia e outro no Gama. O do Gama, tem 1,2 mil boxes e apenas 400 estão ocupados. “No Gama a situação ainda é pior. A tendência de shoppings populares, infelizmente, não pegou em Brasília”, diz.

Expectativa para 2017

O Sindifeira-DF está com boas expectativas para que 2017 seja um ano diferente. O presidente da entidade explica que a esperança está renovada por conta do novo subsecretário da pasta de  Ordenamento das Cidades, Marlon Carvalho Cambraia, que já mostrou interesse em atender às reivindicações da categoria. “Marlon também irá cuidar do assunto de feiras no DF. A esperança é grande para que esse ano novo possamos trabalhar juntos e a nossa pauta seja atendida”, explica Francisco Valdenir.

História nas feiras

Para escapar da seca no interior do estado do Ceará, na cidade de Independência, Francisco Valdenir veio para Brasília em janeiro 1960 com seus pais e 11 irmãos. “Viemos para Brasília atrás de oportunidade, em um pau de arara, foram 21 dias de viagem”, relembra Valdenir. A família entrou para o ramo das feiras três anos após a chegada à capital.

“Naquela época ou você trabalhava para o governo, nas obras da cidade, ou então optava pelo comércio. Foi então que começamos a trabalhar com feira. Tenho um primo que era empreendedor e acabou levando meu irmão mais velho para os negócios. Com o tempo, agregou toda a família”, conta Valdenir, que desde os nove anos de idade já tomava conta da banca do irmão.

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