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Diálogo com o GDF

por acm

Adelmir Santana

Presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio).

É muito importante que o Governo do Distrito Federal construa uma relação de proximidade com o setor produtivo, ouvindo suas lideranças e colhendo sugestões. Nós sabemos que gerar emprego e renda é uma função da iniciativa privada. Em uma economia moderna, não cabe ao Estado ter a missão de abrir postos de trabalho. Isso é tarefa das empresas. Mas é dever, sim. do governo criar condições favoráveis para que os empresários possam desempenhar bem o seu papel, gerando desenvolvimento econômico e social. Para atingir esse objetivo, é necessário, antes de tudo, estimular o ambiente produtivo e combater as velhas mazelas que atrasam a economia brasiliense.

Esse foi o principal recado que nós procuramos transmitir ao governador Rodrigo Rollemberg em um encontro promovido na semana passada pela Associação Comercial do DF, com a presença de mais de 80 entidades patronais, incluindo a Federação do Comercio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal. Em resposta ao empresariado, Rollemberg fez um balanço dos 100 primeiros dias de sua gestão e destacou o esforço para regularizar as contas do GDF e os avanços obtidos na área de segurança.

Ao participar do encontro, o governador deixou claro a sua intenção de manter um diálogo aberto com as entidades do Comércio. Isso é bastante positivo. Agora é necessário que ele mantenha essa relação próxima e se inspire em alguns exemplos da iniciativa privada para dinamizar o Estado. Infelizmente, os principais obstáculos ao ambiente produtivo hoje no Distrito Federal são os mesmos de 10 atrás, com muitos agravamentos. Os empecilhos que atrasam a economia e a geração de emprego estão na burocracia excessiva, na elevada carga tributária, nos problemas de mobilidade urbana e na falta de segurança e infraestrutura, com pouco investimento governamental. É preciso levar em consideração também o fato de que o Estado precisa cortar na própria carne, reduzindo os seus gastos. Por conta disso, cada vez mais as oportunidades de emprego no governo diminuirão.

Em qualquer que seja o cenário futuro, para conseguir gerar riquezas para a população brasiliense, a economia do Distrito Federal precisará estar menos dependente do setor público. E nesse contexto as vocações de Brasília terão que ser estimuladas. A partir de um diálogo constante com os empresários será possível construir esse futuro. Mas é preciso começar o trabalho agora. Não há tempo a perder.

Publicado no Jornal Alô Brasília, segunda-feira, dia 13 de Abril de 2015.

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