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Crise de imagem

por acm

Vivemos hoje em uma sociedade marcada pelo caráter instantâneo das informações. Qualquer acontecimento relevante tem potencial para se propagar em segundos e impactar diretamente a opinião pública. Quando o vice-governador do Distrito Federal reconhece em áudio a existência de um esquema de pagamento de 10% de propina para liberação de contratos da Saúde, isso é mais do que um mero boato. É uma acusação séria e, como tal, precisa ser encarada e investigada pelo Estado com a mesma energia pela qual ela se propaga. Apenas a suposição de que existe corrupção no governo já se mostrou capaz de arrastar a capital para uma crise política grave. Não podemos deixar que Brasília se tome refém de mais um escândalo, principalmente quando faltam comprovações.

Eu acredito na honestidade do governador Rodrigo Rollembers. Não me parece que tenham sido criados núcleos de corrupção dentro do GDF para favorecer determinadas pessoas. No entanto, existe um erro de ação. O governo peca por não apurar com maior rigor e celeridade essa denúncia. Erra por não apresentar para a população o que está sendo investigado de fato dentro da sua estrutura e falha na interlocução com os envolvidos. O maior interessado em desvendar essa acusação precisa ser o próprio governo, que tem que assumir o papel de investigador e não somente o de investigado. Mas não basta falar ou tentar desqualificar quem denuncia, é preciso mostrar fatos concretos.

Crises recentes nos mostram que, infelizmente, vivemos uma era de denuncismo sem provas. Nem sempre as acusações se comprovam em grande parte são apenas ferramentas de desgaste político. Mesmo assim, não há como fugir do estrago quando uma dúvida é criada no inconsciente coletivo. Por essas e outras razões, a melhor solução ainda é agir com transparência e agilidade, apurar completamente os fatos e buscar mecanismos de investigação externos e independentes. Só assim é possível manter a confiança da população.

Adelmir Santana, Presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio)

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