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Cresce sensação de insegurança e impunidade entre empresários do DF

Entre os anos de 2012 e 2014 o índice de crimes contra o comércio do Distrito Federal subiu de forma acentuada, atingindo seu pico em 2014, quando foram registrados 3,7 mil casos. Em 2015, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública e Paz Social do DF, esse número foi reduzido em 30%, fechando o ano com 2,6 mil casos registrados pela Polícia Civil. Porém, alguns empresários relatam que não registram mais Boletim de Ocorrência (BO) por falta de efetividade da polícia, que acaba não resolvendo os crimes, deixando os empreendedores a mercê da violência.

boletimÉ o caso do empresário João Paulo Rodrigues Costa, proprietário da loja Frango Americano, localizada no QI 7 do Guará 1. Segundo ele, a loja já foi furtada seis vezes entre o período da inauguração, em agosto de 2014 e o início de 2016. A soma de prejuízos é grande. A partir do terceiro arrombamento, ele perdeu as esperanças.

“Infelizmente, não adianta fazer ocorrência. Na terceira vez que a minha loja foi arrombada, chamei a perícia da Polícia Civil, pois o ladrão acabou deixando uma faca em cima do balcão, além das filmagens do circuito de segurança. Fui informado que para a realização da perícia demorava uma semana, e nesse período a loja deveria ficar fechada. Uma coisa praticamente impossível eu ficar fechado por sete dias”, afirma João Paulo.

Assim, o empresário acabou desistindo de registrar boletim de ocorrência a partir da terceira vez que foi furtado. “Entendo que a polícia precisa de dados para elaborar uma estatística, mas ir para a delegacia registrar o ocorrido acabou virando perda de tempo. Acredito que falta interesse dos responsáveis com o comerciante”, desabafa o empresário.

João Paulo contabiliza o prejuízo. Já foram levadas duas TVs, computadores e quantias em dinheiro. Para evitar mais furtos, ele teve que investir pesado na segurança da loja. “O vidro lateral já foi quebrado diversas vezes. Tive que colocar grades, trocar as fechaduras e repor o estrago feito pelos ladrões. Na soma, foram mais de R$ 25 mil de prejuízo”, lamenta João. Ele diz ainda que até já pensou em fechar o negócio por falta de segurança na região.

O cabeleireiro Antônio Borges, do salão de beleza Vison, localizado na 314 Norte, também sofre com a ação dos bandidos. Segundo ele, a segurança pública no DF deixa a desejar. “Já arrombaram minha loja umas quatro vezes. Levaram todo o meu caixa e algumas mercadorias. Por roubo, foram mais de R$ 2,5 mil de prejuízo”, conta Antônio. Ele diz que até já pensou em fechar o estabelecimento. “Fico com medo e já pensei em parar de trabalhar com comércio, mas não tem jeito, é meu único meio de ganhar dinheiro. O governo precisa abrir os olhos para o comerciante que fica abandonado à sua própria sorte”, ressalta Antônio, que está há 11 anos no ponto.

// Posicionamento do governo

A responsável pela a Secretaria de Segurança Pública e Paz Social do DF (SSP-DF), Márcia de Alencar Araújo, afirma que a ocorrência policial é essencial para o planejamento das ações das polícias, tanto no enfrentamento nas ruas quanto no trabalho investigativo. “A SSP-DF, além de articular e fomentar políticas públicas junto às forças de segurança, também produz análises e estudos para monitorar as tendências de crimes em áreas, dias da semana e horários que mais acontecem”, informa Márcia. “Esses diagnósticos são encaminhados diária e mensalmente às polícias para subsidiar as ações de policiamento e investigação. Tais informações são obtidas por meio dos registros feitos pelas vítimas nas delegacias. Por isso, a importância de comunicar os crimes para ajudar o trabalho da Segurança Pública”, explica.

A secretária, Márcia de Alencar, informa que a SSP-DF tem trabalhado para diminuir os índices de crimes contra o comércio e evitar um desgaste maior do lojista brasiliense. Porém, segundo ela, é necessária a colaboração de comerciantes para ajudar no trabalho das polícias. “Uma medida indispensável, por ser estratégica para o trabalho investigativo, é fornecer informações qualificadas diretamente às polícias. O sigilo do trabalho investigativo é importante na identificação dos autores dos crimes”, destaca.

“Aproveito para convidar os comerciantes a participar da pesquisa que está sendo aplicada pela SSP-DF com apoio de sindicatos e associações. O estudo vai identificar o nível de satisfação dos comerciantes com o trabalho das polícias, medir a sensação de segurança e identificar em que situações eles não procuram as polícias, mesmo quando são vítimas de crime”, informa a secretaria. A pesquisa teve início no setor de postos de combustíveis, com questionários digitais em 122 dos 319 estabelecimentos, entre outubro e novembro do ano passado. Agora em 2016, a meta é concluir as entrevistas no setor de combustíveis e iniciar o estudo nos demais.

A SSP-DF salienta que a polícia está mobilizada para proteger o empresário e o cidadão candango. “Desde janeiro deste ano, a Polícia Militar retira semanalmente da área administrativa 600 policiais para atuar de forma focada no enfrentamento a crimes contra o comércio. A Polícia Civil reforçou as investigações para desarticular quadrilhas. As ações garantiram uma redução de 9,8% em janeiro deste ano nos roubos ao comércio, quando registramos 322 ocorrências. No mesmo mês de 2015 foram 357 casos”, informa Márcia de Alencar.

 

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