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Cleptocracia

por acm

Adelmir Santana Presidente da Fecomércio-DF, entidade que administra o Sesc, o Senac e o Instituto Fecomércio no Distrito Federal.


Instalou-se a cleptocracia no Brasil O Estado passou a ser gerido por ladrões. Ouvi o termo, de origem grega, em um comentário feito pelo jurista Wálter Maierovitch sobre a nossa realidade diante da operação Lava-Jato e concordo com a conclusão. A maior investigação contra a corrupção da história brasileira indica que a nação foi tomada de assalto por pessoas interessadas em se apropriar do patrimônio público. Não se trata de um caso isolado ou de um pequeno grupo de criminosos. O escândalo do “petrolão” chama a atenção pelo enorme volume de dinheiro desviado e pessoas envolvidas. Em último caso, se a roubalheira continuar podemos estar prestes a assistir ao fim do regime conhecido por nós como democracia.

Quando um Estado é aparelhado por pessoas interessadas em transformar poder político em poder econômico, para beneficio próprio, tem-se então a institucionalização da corrupção. Como um virus, essa doença se espalha pela sociedade, enfraquecendo as instituições democráticas e corroendo a nação. A morosidade da Justiça e a impunidade terminam por piorar esse quadro. O governo do povo passa a dar lugar a um governo no qual o objetivo é roubar o povo. O escândalo na Petrobras mostra exatamente isso. Existia um esquema de pagamento de propina em obras da estatal e o dinheiro servia para abastecer o caixa de partidos e o bolso dos corruptos.

Segundo a estimativa da polícia, houve lavagem de dinheiro e evasão de divisas da ordem de R$ 10 bilhões. Entre os acusados estão políticos, dirigentes e executivos das principais empreiteiras brasileiras. O patrimônio dilapidado, neste caso, foi o da estatal mais importante do País. Obviamente, estamos falando de um escândalo sem precedentes. Por tudo isso, podemos dizer que o Brasil vive, já há algum tempo, uma cleptocracia. E eu não enxergo outra solução a não ser realizar uma gran -de devassa e prender todos os bandidos. A Justiça deve encarar o fato como um crime hediondo cometido contra a sociedade.

Publicado originalmente no Jornal de Brasília 24/11/2014.

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