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Clareza no discurso

por acm

Adelmir Santana

Presidente da Fecomércio-DF, entidade que administra o Sesc, o Senac e o Instituto Fecomércio no Distrito Federal

Tentar esconder a verdade é um dos principais erros que um gestor público pode cometer. Essa é uma falha grave em qualquer situação, sobretudo diante de crise. Apresentar diferentes versões sobre um mesmo problema apenas gera dúvidas e confusão para os contribuintes. De imediato, o cidadão tende a indagar se alguém está mentindo, qual o motivo das contradições. Em outra ponta, prometer uma coisa e fazer outra é o típico comportamento que deveria ficar no passado, não cabe mais em um País que pretende ser uma democracia séria como o Brasil. Especialmente nos dias de hoje, com o avanço das tecnologias e o debate público travado nas redes sociais, a mentira adquire pernas ainda mais curtas.

Qualquer declaração, de qualquer autoridade, pode ser desmentida em questão de segundos se ela não for verdadeira. O mesmo vale para as promessas de campanha. Tudo está documentado na internet de uma maneira geral, ao alcance de um clique ou de uma simples busca no Google. Achar que nenhum brasileiro se lembrará do que foi dito nas eleições ou acreditar que ninguém será capaz de cobrar o que foi prometido é, no mínimo, um erro. A crise energética serve como demonstração de um episódio recente que foi comunicado de maneira muito ruim. Em vez de apresentar explicações verdadeiras e agir com transparência, as autoridades optaram por desculpas que apenas abalaram a credibilidade do Estado.

No caso do pacote de medidas fiscais recém-anunciadas, em parte a revolta da sociedade é fruto de uma estratégia equivocada de comunicação. Durante os últimos quatro anos, o governo não assumiu a gravidade da crise econômica e sequer reconheceu falhas nessa área. Como justificar, agora, a necessidade de aumentar os impostos e a carga tributária? Não estava tudo bem? Se essa postura não mudar, o risco não é de apagão energético, mas de apagão político.

Publicado originalmente no Jornal de Brasília 26/01/2015.

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