O presidente da República, Michel Temer, deu posse nesta quarta-feira (31), em cerimônia no Palácio do Planalto, ao novo ministro da Justiça, Torquato Jardim. A nomeação foi publicada no “Diário Oficial da União”. Ex-ministro da Transparência, Torquato assume o comando da pasta no lugar de Osmar Serraglio (PMDB-PR). O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, esteve presente na solenidade.

Para Temer, o Brasil precisa recuperar com rapidez a institucionalidade mantendo a ordem e o respeito à lei. “O Ministério da Justiça é uma casa de longa tradição. Sempre ocupou e continua a ocupar lugar central dentre as instituições brasileiras”, disse o presidente. Temer pediu ainda que deixem os poderes Executivo e Legislativo trabalhar em paz e o Judiciário, sossegado. “Vamos deixar o Judiciário trabalhar sossegado, vamos deixar o Legislativo trabalhar em paz, vamos deixar o Executivo trabalhar em paz”, disse o presidente.

No discurso de posse, Jardim destacou que o grande desafio do Estado é construir um diálogo com a sociedade civil. E ressaltou a disposição para atuar nas áreas de população indígena, humanização da população prisional, dependência de drogas, e na aferição da igualdade legal. “A sociedade precisa pensar em conjunto. O individual no coletivo. Isso determinará nossa sociedade harmônica, fundada na liberdade individual”, disse Jardim.

Para o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, o novo titular terá como missão aprimorar ainda mais o trabalho realizado no Ministério da Justiça. “O novo ministro certamente terá pela frente desafios em razão da variedade de assuntos sob a responsabilidade do Ministério da Justiça”, disse Adelmir.

À frente do ministério, Torquato Jardim será o responsável, pela Polícia Federal; pela Força Nacional de Segurança; pelo Plano Nacional de Segurança; pela política de demarcação de terras indígenas; e pela Secretaria Nacional do Consumidor.  Embora tenha sido convidado por Temer a permanecer no governo, Osmar Serraglio rejeitou comandar o Ministério da Transparência e decidiu retomar o mandato na Câmara.