O setor de serviços teve crescimento de 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro. Já em análise com o mesmo período do ano passado o segmento registrou queda de 2,2%, acumulando 1,8% de declínio no ano. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor também apresenta recuo, de 2,4%, a 33ª queda consecutiva. É o que diz pesquisa divulgada nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Untitled-1 (4)Entre as atividades que compõem o setor, somente a de serviços profissionais, administrativos e complementares registou crescimento, de 1,7%. As demais quatro atividades tiveram queda, sendo a de serviços prestados às famílias (-0,8%) a de maior impacto. As demais são serviços de informação e comunicação (-0,6%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,3%) e outros serviços (-0,7%).

Com esse resultado, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) reviu a previsão para a receita do setor de serviços neste ano, a estimativa passou de queda de 0,2% para retração de 0,8%. De acordo com o departamento econômico da CNC, dentre as atividades econômicas que compõem o setor produtivo, os serviços são aquelas com maior dificuldade em se recuperar após a recessão.

A entidade disse ainda que mesmo considerando um cenário favorável quanto ao comportamento dos preços e do custo dos investimentos no decorrer de 2018, as incertezas oriundas do quadro político deverão contribuir para inviabilizar a retomada consistente dos investimentos.