Por Adelmir Santana é presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio).  

Por que o Brasil precisa de uma Reforma da Previdência? Essa é uma das principais perguntas deste debate e que, infelizmente, o governo não tem conseguido responder de maneira simples e eficaz para o grande público. Antes de tudo, é preciso deixar claro que a situação atual é injusta. Enquanto a maioria contribui para receber até três salários mínimos, uma minoria formada por políticos e integrantes do alto funcionalismo se aposenta precocemente e com aposentadoria integral de R$ 30 mil por mês. As regras serão alteradas para corrigir esse desequilíbrio. Para os outros 70% dos brasileiros as normas continuarão praticamente as mesmas.

Em linhas gerais, o objetivo da reforma é acabar com essas regalias de poucos, que comprometem o sistema, para, assim, garantir o pagamento das aposentadorias de muitos. Isso é bom não somente para os aposentados, mas para a sociedade em geral. Hoje, o Brasil gasta 13% do seu PIB com a Previdência. É o mesmo que países como Japão, Suíça e Suécia gastam. A diferença é que lá os idosos correspondem a 30% dos cidadãos, enquanto aqui os maiores de 65 anos são 10% do público. Mas esse balanço pode ficar ainda pior para nós, levando em consideração que a população brasileira deverá envelhecer muito mais nas próximas décadas.

Resultado: a Reforma da Previdência, além de positiva, é necessária. O País precisa gastar menos e melhor, com mais sustentabilidade. Caso contrário, as contas simplesmente não fecharão. É até natural que os sindicatos e as associações de servidores públicos se voltem contra a mudança, pois eles querem manter seus privilégios. Mas é uma atitude imoral. E essa ação orquestrada do funcionalismo se torna ainda mais descabida quando tenta demonizar a reforma ou cooptar a adesão de cidadãos que não serão atingidos e que hoje trabalham para manter essas super-aposentadorias. É essa a realidade que os parlamentares precisam ressaltar para as suas bases. Quem conhece a reforma, defende sua aprovação.

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