Por Adelmir Santana, Presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio)

Na última semana foi anunciado que o racionamento de água no Distrito Federal chegaria ao fim no dia 15 de junho. O rodízio teve início nos primeiros meses de 2017, quando o nível dos reservatórios que abastecem Brasília ficou abaixo da média histórica. Desde então, todo o DF e regiões do Entorno tiveram o abastecimento cortado por pelo menos 48 horas a cada semana, contando o período de corte e o prazo para reestabelecimento total do fornecimento.

O cidadão fez sua parte. Fechou as torneiras e economizou como foi possível. Os empresários, por sua vez, fizeram adequações em seus estabelecimentos, investiram em condições melhores tanto de armazenamento quanto de uso racional da água. Tanto é que o consumo médio de água do brasiliense passou de 147 litros diários por pessoa, para 129. O que se esperava de todos eles foi cumprido. Por isso mesmo se tornou hilário, não fosse triste, a tentativa de reajustar as tarifas de água e esgoto em quase dez pontos percentuais acima da inflação, alegando que a estatal do setor estaria com problemas de caixa por conta justamente da redução no faturamento. Ou seja, população e empresas fazem o que delas se espera, aceita o sacrifício… e paga mais por isso.

De acordo com o governo do DF, a decisão foi tomada com base, principalmente, nos níveis dos maiores reservatórios que abastecem a região. Outro motivo teria sido a entrada em funcionamento de novas obras de captação, como a do Córrego Bananal e do reservatório de Corumbá IV. A estiagem está se iniciando, com um volume de chuvas cada vez mais escasso. Cenário que deve seguir até o final de setembro. Agora, nos resta acreditar que essas obras anunciadas pelo governo sejam suficientes para manter o abastecimento normal e que esse anúncio não seja apenas com fins eleitoreiros.

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