Adelmir Santana é presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio)

O ano de 2018 chega com grandes expectativas e responsabilidades para o Brasil. Após três anos de recessão, espera-se que o País consiga enfim retomar o desenvolvimento econômico e social. O cenário de juros reduzidos e inflação controlada é positivo. No entanto, é preciso mais do que isso para promover as grandes mudanças que o Brasil necessita. Não podemos mais acreditar em aventureiros ou novos messias. Em um ano de eleições gerais, a missão de recolocar a nação de volta nos trilhos estará, sobretudo, em nossas mãos. Nós, eleitores, teremos a obrigação de decidir acertadamente qual futuro desejamos para o País e para a nossa cidade.

Mais do que nunca, acredito que as soluções para o Brasil não virão de nomes, mas de ideias. É o momento de analisar as razões da crise em seus diversos aspectos, avaliar as consequências e aproveitar a oportunidade para construir programas capazes de mudar a realidade brasileira. Muitos ainda estão pensando como se estivéssemos no passado, anunciando acordos cujas bases o eleitor não conhece e dos quais, naturalmente, desconfia. Frases de efeito não adiantarão de nada se não tiverem respaldadas em experiências concretas. Precisamos dialogar mais e buscar novas realidades baseadas em projetos consistentes de gestão e governo.

Antes de escolheremos determinados candidatos, temos que saber quais são as soluções sugeridas por eles e quais são realmente viáveis nesse cenário de enfrentamento da crise. O cidadão brasileiro terá uma responsabilidade ainda maior nessa eleição diante do gravíssimo quadro de corrupção e crises morais vivenciadas nos últimos anos. Arrisco dizer que não há mais espaço para erro em curto prazo. A eleição de outubro deve ser encarada como a mais importante das últimas décadas e temos que aproveitar essa oportunidade, de forma clara e consciente, para limpar o Brasil, fazendo de 2018 o grande ano da virada em nossa história.