Na cidade de Paris, um dos destinos turísticos mais visitados do mundo, a Disney é capaz de atrair mais pessoas do que até mesmo a Torre Eiffel. Agora, imagine o que um empreendimento dessa natureza poderia fazer com Brasília. Para dizer o mínimo, a instalação de um parque temático desse porte geraria milhares de empregos, receitas e negócios.Seria possível transformar a realidade do Distrito Federal e do Entorno. Quem sabe até colocar a capital federal no topo do ranking das metrópoles mais conhecidas da América Latina.

Sabe-se, por iniciativas realizadas pela própria Federação do Comércio do DF, que os executivos da gigante do entretenimento consideram Brasília um local de grande potencial. Em janeiro de 2016, quando recebemos 25 investidores norte-americanos e o executivo para Desenvolvimento Global da Walt Disney, Chris Lowe, em um almoço oferecido pela Fecomércio, um dos elogios que mais recebemos foi o de que a capital federal possuía um clima agradável e uma população receptiva. Além disso, nós destacamos que Brasília tinha localização central, um dos melhores aeroportos do País e a maior renda per capita do Brasil.

Alguns meses depois, em julho, lançamos uma câmara empresarial para facilitar a articulação entre a iniciativa privada e o Estado.Essas duas ações e outros esforços acabaram culminando com a vinda, na semana passada, do vice- presidente mundial da Disney, Greg Hale, para Brasília, onde proferiu uma palestra na CNC. Sabe o que Greg disse: que a sua empresa só não vem para o Brasil devido à elevada burocracia e a alta carga tributária. Depois dessa, fica o questionamento: onde está o governo federal para destravar o País? Onde está o governo de Brasília para abraçar essa causa de forma mais incisiva? Essa é uma resposta que nós não temos. Mas enquanto as autoridades empacam, o bonde da história passa e as oportunidades viram peças de ficção. Infelizmente, em nada parecidas com as da Walt Disney Company.

Adelmir Santana é presidente do Sistema Fecomércio-DF (Fecomércio, Sesc, Senac e Instituto Fecomércio)