Mesmo apostando na preservação do cenário atual da economia, os resultados recentes do setor de serviços e as dificuldades de reativar investimentos levaram a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a manter uma projeção de queda de 0,8% no volume de receitas do setor ao fim deste ano. Se confirmado, esse resultado levaria o setor de serviços a registrar a quarta queda anual consecutiva no volume de receitas.

O reajuste da projeção da CNC se deu após a divulgação dos dados de março da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, segundo a qual nos três primeiros meses deste ano o setor acumulou retração de 1,5% ante o mesmo período de 2017. Para a entidade, apesar das condições econômicas atuais mais favoráveis do que as dos últimos anos, principalmente quanto ao comportamento dos preços e ao nível da taxa básica de juros, as incertezas no cenário eleitoral parecem contaminar o nível de confiança no setor produtivo, inibindo a retomada consistente dos investimentos e, sobretudo, a reativação do mercado de trabalho, no qual os serviços respondem por cerca de 44% da ocupação formal do setor privado.